terça-feira, 16 de outubro de 2012

Modelo do Deserto

Olá a todos

   Sei que sou uma manteiga derretida... por isso admito que chorei!
   Não sei nem dizer bem pq, se por ouvir mais uma vez que coisas horríveis existem ou por não ser capaz de agir ativamente contra elas, como faz essa modelo/escritora.
   Ontem assisti a um filme sobre refugiados, um poético e lindo filme, chamado Tartarugas podem Voar. Apesar do nome, não é um filme que me passou muita esperança... No final pensei: Somos muitos! Somos tantos! Como seria possível funcionar? e assim me calei, não sei se é possível funcionar...
   Me sinto presa por me achar insuficiente perante todos os absurdos do mundo, ainda me indigno perante a nossa infinita habilidade em nos adaptarmos a todas as situações, inclusive as piores delas, e para os que não precisão se adaptar tanto assim, saibam que se adaptaram a não mais ver o problema e o sofrimento alheio, é exatamente essa adaptação que nos permite ignorar as dezenas de pessoas em condições deshumanas que nos passam a frente em um dia comum de São Paulo. 
   Queria me indignar mais!!! Mas aprendi a não ver, para conseguir continuar andando... mesmo que não me importe ou não saiba para onde estou indo...
   Sim, ignoro! Tenho vergonha de ignorar, mas o faço mesmo assim, e continuo sentindo me insuficiente e sem saber para onde devo ir.
   Peço, que o quanto antes, consiga romper meus medos, minhas travas e minhas mentiras, para poder fazer o mínimo que seja, qualquer movimento contra essa cegueira voluntária e contra as incontáveis injustiças e dores...
  Fazer!
  Entender profundamente que qualquer fazer, certamente insuficiente, é valido!

  Para os que tiveram paciência de chegar até aqui, nesse desabafo meio sem sentido, e que estão fazendo algo: Obrigada!
  
  Espero ansiosa o dia em que olharei minhas mãos e as acharei uteis e dignas...

Outro filme que vale a pena ver é: Precisamos falar sobre Kevin.